Alceu Valença participa do CENTRAL PARK SUMMERSTAGE, no dia 27 de julho em Nova York.

Alceu Valença participa do CENTRAL PARK SUMMERSTAGE, no dia 27 de julho em Nova York.

Alceu Valença participa do CENTRAL PARK SUMMERSTAGE, no dia 27 de julho. A programação acaba de ser divulgada pela produção do festival, que acontece todos os anos em Nova York. Confira a programação completa aqui!

Vinte anos depois de sua mais recente turnê pelos EUA (na sequência do SummerStage, o cantor se apresenta também em Boston, Los Angeles, San Francisco, Miami e Orlando), Alceu vai mostrar seu “rock que não é rock” – segundo definição do crítico John Pareles, do New York Times – em hits que perpassam gerações: “Anunciação”, “Belle de Jour”, “Tropicana”, “Coração Bobo”, “Como Dois Animais”, “Girassol”, “Táxi Lunar”, entre outros sucessos.

O show apresenta ainda temas de Luiz Gonzaga (“Pagode Russo”, “Baião”, “Vem Morena”) e um módulo de frevos – com o plus de um naipe de metais saído diretamente do carnaval do Recife – em temas como “Bicho Maluco Beleza”, “Me Segura Senão eu Caio”, “Voltei Recife”, “Olinda Quero Cantar”.

Os EUA possuem papel decisivo na trajetória do artista. Aos 23 anos, o então estudante de Direito foi aprovado num curso de verão na Universidade de Harvard. Depois das aulas, costumava levar seu violão para a praça onde tocava cocos, emboladas e martelos agalopados, dentre outros gêneros surgidos no agreste e no sertão de Pernambuco. Em poucos dias, juntou dezenas de fãs improvisados:

“Comecei a tocar despretensiosamente na praça e notei que a cada dia aparecia mais gente para me ouvir. Eram hippies e Hare Krishna que não entendiam uma palavra que eu cantava, mas dançavam freneticamente em torno de mim. Um jornal local chegou a me chamar de “o Bob Dylan brasileiro”. Virei uma sensação no local. Era a época de Woodstock e toda aquela receptividade foi determinante para minha opção pela carreira de músico profissional” – diz o cantor.

Recentemente, Alceu foi descoberto por astros internacionais de gerações mais novas. O músico da banda canadense Arcade Fire, Richard Parry, definiu seu álbum “Vivo” como uma “obra prima da psicodelia”. Os ucranianos do Gogol Bordello chegaram a compor uma versão de “Tropicana” transplantada para seu idioma.

Com 45 anos de carreira, Alceu participou seis vezes do festival de Montreux (entre 1982 e 2008), três vezes do Rock in Rio (1985, 1991 e 2017, este último com O Grande Encontro), além de já ter cantado em palcos da Inglaterra, França, Alemanha, Holanda, Itália, Espanha, Portugal, Argentina. Nos EUA, apresentou-se no Lincoln Center, no final dos anos 90. Foi quando o crítico do NYT cunhou a definição que resume bem a múltipla obra do artista pernambucano:

“As melhores definições sobre minha música vieram dele e de Luiz Gonzaga. Luiz dizia que meu som era uma banda de pífanos elétrica. Já o New York Times disse que faço um rock que não é rock. É uma questão de timbre, peso, intensidade. A essência da minha música é absolutamente brasileira, nordestina. Minha identidade vem do forró, do frevo, do baião, do xote, da embolada. E são exatamente estes gêneros que vou apresentar no SummerStage” – antecipa o artista.

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